Como implementar um programa de phishing simulado
Um programa de phishing simulado bem feito não é uma armadilha — é uma forma empática e mensurável de treinar pessoas. Veja o passo a passo que usamos com pequenas e médias empresas brasileiras.
O que é uma simulação de phishing
Uma simulação de phishing é o envio controlado, autorizado e ético de e-mails que imitam tentativas reais de golpe — sem qualquer dano. O objetivo não é pegar o colaborador, e sim medir comportamento, identificar grupos de risco e abrir uma janela de aprendizado no momento exato do clique: o teachable moment.
Passo a passo do programa
- Defina objetivo e escopo: reduzir cliques em 50% em 6 meses é mais útil que 'aumentar a conscientização'.
- Escolha cenários realistas e brasileiros: Pix urgente, boleto vencido, mensagem do RH, atualização de senha do Microsoft 365.
- Comunique antes: avise lideranças, TI e Jurídico. Inclua simulações na política de segurança.
- Entregue o teachable moment: quem clica cai em página educativa de 30 segundos, não em punição.
- Meça o que importa: taxa de clique (CTR), taxa de submissão, taxa de reporte e tempo até o reporte.
Cadência sugerida
Para uma PME, recomendamos uma campanha por mês, com dificuldade progressiva e cenários alternando entre fraude financeira, roubo de credenciais e engenharia social interna. Em 3 a 6 meses é comum ver o CTR cair de 25–35% para abaixo de 10%.
Erros comuns a evitar
- Punir quem clica — destrói confiança e mata o programa.
- Usar cenários genéricos traduzidos do inglês.
- Medir só o clique e ignorar a taxa de reporte.
- Rodar uma campanha isolada e chamar isso de programa.
Quer aplicar isso na sua empresa?
A Sereno Cyber ajuda PMEs a implementar programas de segurança humana com cenários brasileiros, métricas claras e adesão real do time.