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Phishing15 jun 2026·7 min de leitura

Como implementar um programa de phishing simulado

Um programa de phishing simulado bem feito não é uma armadilha — é uma forma empática e mensurável de treinar pessoas. Veja o passo a passo que usamos com pequenas e médias empresas brasileiras.

O que é uma simulação de phishing

Uma simulação de phishing é o envio controlado, autorizado e ético de e-mails que imitam tentativas reais de golpe — sem qualquer dano. O objetivo não é pegar o colaborador, e sim medir comportamento, identificar grupos de risco e abrir uma janela de aprendizado no momento exato do clique: o teachable moment.

Passo a passo do programa

  1. Defina objetivo e escopo: reduzir cliques em 50% em 6 meses é mais útil que 'aumentar a conscientização'.
  2. Escolha cenários realistas e brasileiros: Pix urgente, boleto vencido, mensagem do RH, atualização de senha do Microsoft 365.
  3. Comunique antes: avise lideranças, TI e Jurídico. Inclua simulações na política de segurança.
  4. Entregue o teachable moment: quem clica cai em página educativa de 30 segundos, não em punição.
  5. Meça o que importa: taxa de clique (CTR), taxa de submissão, taxa de reporte e tempo até o reporte.

Cadência sugerida

Para uma PME, recomendamos uma campanha por mês, com dificuldade progressiva e cenários alternando entre fraude financeira, roubo de credenciais e engenharia social interna. Em 3 a 6 meses é comum ver o CTR cair de 25–35% para abaixo de 10%.

Erros comuns a evitar

  • Punir quem clica — destrói confiança e mata o programa.
  • Usar cenários genéricos traduzidos do inglês.
  • Medir só o clique e ignorar a taxa de reporte.
  • Rodar uma campanha isolada e chamar isso de programa.

Quer aplicar isso na sua empresa?

A Sereno Cyber ajuda PMEs a implementar programas de segurança humana com cenários brasileiros, métricas claras e adesão real do time.